segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Silêncio rebelde
Silêncio rebelde
Não há mais silêncio em mim,
No som de um fogo, sob minha pele,
Há uma chama rebelde,
Que baila cigana,
Que rodopia e me encanta,
Que me beija e me engana,
Que me habita irreprimível,
Que me renega, mas, me domina,
E que me atiça o medo,
Em tudo o que me abisma;
Não há mais o silêncio instigante,
Pois, toda a inocência de um sorriso,
É desfeito se é em tua face que ele inicia;
E nessa incoerência da indecência,
É que sem limites, me rendo ao teu olhar,
E me ajoelho ao me entregar,
A todas as suas vontades secretas,
Que me seduz, por entre a ilusão,
Que alimenta as labaredas inquietas,
Que bailam e rodopiam em meu coração;
Meu peito vela os meus sentimentos,
Que queimam feito carvão,
E se é no calor que se repartem e se consomem,
É no frio da solidão, que de minha alma partem
Na intenção, de ao meu lado tracejar o teu lugar;
Não, não há mais silêncio em mim...
O silêncio eu deixo no olhar,
Só me resta de tua boca escutar,
Os encantos dos sons de todos os beijos;
E entre o beijo e o desejo,
Que o amor venha sussurrar,
Que é do sopro do teu suspiro,
Que o silêncio se rende na agonia,
E que apenas teus lábios,
Sabem como acalmar,
Esse rebelde fogo, que é te amar...
Horacio Vieira
(publicado em 31/03/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 04529/08
(reescrito e reeditado em 23/08/2010)
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