terça-feira, 1 de junho de 2010
Depois de amar...
Depois de Amar...
Você pode até me dar o mundo,
E ele até poderia vir embrulhado
Em papel de estrelas, com um laço perfumado;
E ainda assim, seria um presente acanhado,
Daqueles que a gente fica cismado,
Pensando se quem ganhou o presente,
Gostou e sorriu, mas, deixou de lado;
Você pode me dar seus sorrisos,
Lindos e brancos ao me olhar,
Mas tenha a certeza de que eles virão,
(Antes de me dá-los)
Da alegria verdadeira!
Pois sorrisos, às vezes,
São cadafalsos,
Aonde, nossos olhos são enforcados;
Pode me dar seus abraços,
Quentes e apertados,
Abraços, esperados, a todo instante;
E que os seus me cheguem assim:
Dolentes e dependentes do meu corpo,
E que o meu corpo se entregue sutilmente,
Se, teus abraços, vierem para mim tão inocentes;
Pode me dar os seus beijos,
E que eles saciem o meu desejo;
Que eles sejam enlouquecidos
Pela falta dos meus lábios;
Mas, que não venham envaidecidos,
Pois, passarão despercebidos,
E serão, inevitavelmente, esquecidos;
Pode, por fim, querer me amar.
Deitar em minha cama,
Recostar-se em meu peito,
E pensar que me ama...
Mas, não me ame na conveniência,
Não esconda a real intenção,
Dos seus sorrisos, suspiros e beijos,
Dos seus abraços, olhares e desejos,
Pois o essencial não é o que me queira dar,
Mas, sim, o que restar de mim ao te amar...
Horacio Vieira
(publicado em 22/02/2008 – São Paul/BN)
Ctt : doc.. 0847-08
(reescrito em 01/06/2010)
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