Pensamentos sobre uma mulher
Não sei se existe essa mulher,
Que salta sorrindo pelo espaço,
Procurando, no
vazio do olhar que a admira,
Salpicar de estrelas e completar o escuro do
momento de uma solidão em uma noite qualquer,
Ou se...
Ela simplesmente é o
conjunto de estrelas,
Cujo brilho intenso torna o momento do olhar um feixe de luz atravessando o universo,
Deixando o seu rastro iluminando os sonhos,
E por ventura, a vida daquele pelo qual ela poderá
se apaixonar.
Tolo seria o homem ao negar a própria vida,
Na sorte de ser amado por essa mulher,
E
desprezá-la!
Momentos, estrelas, sonhos, luz, paixão e amor,
E o único ingrediente que
faltaria,
Para tornar o universo pronto para ser recriado,
Seria um único, suave
e tenso beijo dela.
O beijo com os olhos fechados que abre o portal da alma,
E a faz desperta
e sensível.
São palavras escritas e únicas que aqui poderão estar
Assim, como única
será essa mulher,
Na vida do homem que a amar incondicionalmente por igual.
E se o sonho de conhecê-la não se realizar,
A poesia perderá a alegria para a
solidão,
E mesmo assim, a solidão haverá de revelar,
O desejo menino, quieto, e tímido tentando desenhar,
Nas letras, o
ímpeto de viver por lhe desejar.
E desejar e amar são verbos que se complementam,
E devem ser conjugados ao pé do
ouvido,
Colado o rosto e encostado no peito dessa mulher...
Cantando em sussuros para o
seu coração.
Não sei qual personagem vive na dúvida de sua existência,
Mas, saberei do
personagem que fica,
Enquanto ela não persistir em mim.
Enquanto isso, meus pensamentos cantam por esse olhar distante,
Imaginando sua beleza, inspirando no mais são dos homens,
A loucura extrema ao sentir na carícia da ponta de seus dedos,
O desejo - de fazê-lo - em todos os instantes da vida,
Não o primeiro...mas, seu último amante!
Horacio Vieira
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Respirar o amor
Quando disser que lhe amo,
Feche os olhos e retenha a
respiração,O desejo por teu corpo, que chamo,
Instiga os arredios arrepios do coração;
Quando, assim eu recriar em seus ouvidos,
Todos os tolos murmúrios versados,
Dos incontáveis enamorados sábios,
Pilhados, os versos serão beijos,
Arrancados dos seus lábios,
Cravados nas asas dos anjos banidos,
Do céu da esperança revelada,
Desnuda e deitada na cama predestinada;
Eu sei, que ao amar assim, desesperadamente,
Haverei de perder os sentidos,
A razão e o equilíbrio,
Pois na mescla insana e sinuosa dos teus traços,
As minhas mãos trêmulas se entrelaçam,
E se entregam cansadas e dormentes,
Depois de percorrerem o infinito da tua pele,
Tornando infindo o amor que tanto pronuncio;
E mesmo e apesar de o eterno ser incerto,
Através dos suspiros em meu olhar,
Advindo dos delírios no teu corpo de mulher,
Haverão de vir das palavras,
O descaminho que percorro,
Até que me abrace a morte,
Pois necessito respirar em verbos o que é amar,
Tanto, que se não disser que te amo, morro.
Horacio Vieira
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