quarta-feira, 25 de março de 2009

Sabor de Mel



Sabor de Mel


Um sonho trouxe a mulher,
E eu a amei sem saber quem era,
Nesse sonho de um sono qualquer,
Nos olhos dessa mulher que me viera,
Eu ardia feito carvão em brasa,
Na fogueira de um desejo que em seu corpo,
Minha mão ao deslizar espalha,

Seus lábios dançam em minha voz que cala,
Meus lábios abraçam sua voz que geme,
Meu destino é incerto e minha alma desespera,
Rebela-se do corpo e se enrosca nos espaços,
Dos seus braços que me retém escravo,
Pelo sonho que me atiçou a noite,
Pelo dia que se me tornou amargo,

O entardecer é o prefácio,
O sol se põe e as estrelas brilham novamente,
Sem ela meu universo é tão frágil,
Uno as estrelas e a tenho em pensamentos,
Uno seus brilhos e a tenho intensamente,
Cada estrela é uma parte dessa mulher,
Que se desfaz a cada amanhecer,

É dela a ausência que choro,
E logo quero o acalanto do anoitecer,
Imploro que não tarde o meu adormecer,
Para que assim, ela me chegue novamente,
Feito um anjo de asas incandescentes,
Brilhando mais que as estrelas do firmamento,
Tornando o meu peito o leito de um rio ardente,

Mulher de um sonho que me cativou,
Será que ela é desse mundo em que vivo,
Ou vem do mundo menino que trago escondido?
Doce mulher que um sonho eternizou,
Vive a inspirar meu coração menestrel,
Que canta as lágrimas de uma saudade
Nas gotas de um pranto com sabor de mel...

Horacio Vieira

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um Soneto de Amor a mais...



Um Soneto de Amor a mais...


A inspiração seduzida aos teus lábios se entregou,
E nos sonhos de provar o sabor de tua boca,
Em teus beijos e feitiços, as canções de um trovador
Libertaram os desejos que o meu corpo ocultou,

Teus lábios de um brilho límpido que me atrai,
Vermelhos abismos por onde me alimento voraz,
Tua boca é o eterno ventre do beijo que me traz,
Acorrentado a agonia de te querer sempre mais,

Fecho meus olhos, emudeço e assim deixo,
Que minha inspiração seja amante do teu beijo,
Que transpirem as rimas no leito dos meus versos,

Que as letras sussurrem cada beijo na inspiração,
E que nossos corpos sejam recitados sem pudor,
Extasiados e desnudos nesse soneto de amor...

Horacio Vieira